sábado, 31 de dezembro de 2011

O post do mês de DEZEMBRO

 
São várias as formas de combater a crise.
O humor não é uma delas. Não nos alivia as dificuldades financeiras. Mas alivia-nos, seguramente, o espírito. Quando lemos um texto com humor ficamos, pelo menos durante algum tempo, mais descontraídos, menos negativistas.
Seixas da Costa, embaixador português em Paris, no seu blogue 2 ou 3 Coisas tem o dom de nos descontrair. E de nos instruir. Aprende-se muito lendo as suas mensagens.
Este mês elegemos o post Anónimos que publicou no passado dia 26, segunda-feira. Achamo-lo uma ode ao humor.

Anónimos

Não, este post não é sobre os prudentes comentadores deste blogue que, por modéstia, não nos privilegiam com os nomes e apelidos, obrigando-nos a um esforço de imaginação sobre quem poderá estar por detrás dos seus judiciosos textos.
A história é do tempo da velha Emissora Nacional e foi-me ontem contada por um amigo.
Uma locutora, com aquele serenidade das gerações em que a "locução ofegante" ainda não fizera escola e se não transformara em pandemia, apresentava uma obra de música clássica. Melhor: duas obras, que se iam suceder, na emissão, uma à outra. E, desta forma, iluminou os "senhores ouvintes":
- Seguidamente, senhores ouvintes, vamos ter oportunidade de ouvir uma obra musical de um anónimo do século XVIII. Logo de seguida, do mesmo autor, porque segundo a nota que aqui tenho é também de um anónimo, ouviremos uma outra sua obra. Esperemos que gostem.

Publicado por Francisco Seixas da Costa em 26/12/2011
 

Adeus ano velho

 
2011 está de saída e não deixa saudades.
2012 está a entrar e todos desejamos que termine depressa porque o que nos vai trazer, ao que tudo indica, irá fazer o ano 2011 parecer um ano bom.
Que o ano 2012 passe depressa são os votos de toda a equipa do blogue de Quintos.


Imagem 'comprada' Aqui

 

domingo, 25 de dezembro de 2011

Natal Adulterado

 
Antigamente o Natal era a celebração do nascimento de Jesus.
Era também uma data em que se valorizava a aproximação entre as pessoas, fortalecia-se a ajuda a quem mais necessitava.
Dava-se o que se podia.
Nada esperávamos receber para além do obrigado.
Hoje mercantilizou-se a data.
Esquecemos que neste dia se celebra o nascimento d'Aquele que deu a Sua vida para nos salvar.
Do boletim paroquial de Quintos O Sino, transcrevemos o texto que se segue:
 
Natal Adulterado
 
A máquina do consumismo vai inventando estórias e imagens que nada têm a ver com o Natal. E o pior é que os cristãos acabam por se deixar contaminar.
A árvore de natal, o pai natal e tantas outras estórias inventadas nada têm a ver com o presépio de Jesus que, infelizmente, em muitos lares cristãos já nem aparece.
A quadra de Natal é bonita e tanto mais linda quanto melhor for preparada. Por isso, a liturgia antecede a noite de Natal com os quatro domingos de Advento, para que os cristãos se preparem espiritualmente melhor para celebrar o Natal histórico do Salvador.
É que o Natal não pode ser vivido à margem do Menino que nasceu numa gruta em Belém, sob pena de ser uma festa profana como outra qualquer.
O cristão não deve adulterar o Natal de Jesus deixando-se apenas contaminar pelo consumismo das prendas, e festa de família no recanto da lareira. Terá de celebrá-lo, em festa sim, mas sem que Jesus fique de fora.
Neste Natal, na casa das famílias cristãs, que a árvore e o pai natal não substituam o Presépio.

Diácono José da Rosa Costa in O Sino dezembro de 2011
 

Cometa Lovejoy

 
Quarta-feira, 28 de dezembro de 2011.
Algures no espaço, a bordo da Estação Espacial Internacional, o astronauta Dan Burbank tirou esta magnífica foto ao cometa Lovejoy.
 

Photo: Associated Press


Parélio

 
Fenómeno atmosférico que pode ser visto em zonas bastante frias.
É um halo à volta do sol provocado por cristais de gelo em grande altitude que dá a ilusão de vários sóis.
Este foi observado e fotografado na passada terça-feira na Mongólia.
 

Photo: Ren Junchuan / Xinhua
 

sábado, 24 de dezembro de 2011

O lado humano dos duros

 
Não vejo - voluntariamente - a Casa dos Segredos.
Vejo-a quando me desloco à casa de meus pais porque a isso sou 'obrigado'.
Hoje, noite de Natal, não fugiu à regra.
Aquilo é um jogo, todos sabemos isso. É um jogo onde vale quase tudo.
O que me surpreendeu hoje - e muito! - foi ver homens que sempre tentaram passar uma imagem de machões e por vezes verbalmente bastante violentos chorarem copiosamente perante a mensagem de natal de familiares.
Confesso que não esperava.
Não nutro por eles nem por elas nenhuma simpatia mas hoje apreciei o lado humano que demonstraram.
Não estavam a representar, tenho a certeza.
Um feliz Natal a todos.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Natal

 
O Natal é a festa do nascimento de Jesus Cristo, filho de Deus e da Virgem Maria.
Foi um acontecimento histórico que virou uma página na vida da humanidade.
Pelo Natal é o próprio Deus que, na pessoa do Filho, entra na História, assumindo a nossa realidade humana.
Fazendo-Se Homem e nascendo como homem para o homem, Jesus manifesta assim que Deus é amor que salva fazendo descobrir a toda a humanidade que todos somos irmãos, destinados a ser membros da família de Deus, dando glória a Deus na paz de uma convivência e amor realmente fraternos.
Celebrar o Natal é celebrar a grande festa do amor de Deus e da Sua Família, que ao Menino de Belém, nos veio recordar a nossa dignidade de filhos de Deus.
Jesus nasceu na Terra para que os homens nasçam para o Céu!

Diácono José da Rosa Costa in O Sino dezembro de 2011
 

sábado, 17 de dezembro de 2011

Encalhado

 
Adormeceu no mar acordou em terra.
O cargueiro TK Bremen encalhou ontem numa praia de Erdeven, França.
Foi vítima da tempestade Joaquim que assolou aquela zona.


Photo: Zuma Press
    

domingo, 11 de dezembro de 2011

O que nos separa dos pobres?

 
Tudo.
Temos tudo. Ou quase tudo.

Sexta-feira, 9 de dezembro. Jovem trabalhador no seu emprego em Rangum.
Photo: Paula Bronstein / Getty Images
Até temos crises, coisa que um pobre não sabe o que é.
Será que um pobre sabe o que é Natal?
Que nesse dia se distribuem presentes por todos?
Será que um pobre sabe o que é um presente?
O pobre da foto ao lado (é apenas um exemplo, há milhões como ele) não vai ter nenhum iPad neste Natal.
Também não vai ter nenhum emprego, mas trabalho não lhe falta.
Carrega sucata para ser reciclada numa fábrica em Yangon (Rangum) capital de Myanmar (Birmânia).
Nem todos podem ser filhos de Deus...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

As cobras e outros répteis

 
A Joanissima escreve isto no seu blogue.
Para não tirar brilho ao que ela escreve e ao comentário da Raven, nada mais vou acrescentar.

Les uns et les autres

Tenho alergia (física) a pessoas com rostos múltiplos, pessoas que mudam em função da conveniência, do estatuto ou do interesse profissional.
Ao longo dos meus dias tenho convivido com algumas cobras, é certo, mas choca-me sempre de cada vez que tropeço numa, seja ela uma piton ou uma das mais pequenas.
Photo: Wikipedia
A falta de transparência é, provavelmente, a característica que mais me choca nas pessoas.
A verticalidade é um traço de carácter absolutamente indispensável para se ser Pessoa.

dito pela Joanissima em 06/12/2011

Comentário a este post efetuado pela Raven:

Há cobras e animais doentes!
Irrita-me gente com mudanças de personalidade consoante os seus interesses. Mas já nem ligo, nem me incomodam. Apenas me dão pena, de tão sozinhos e tristes que são. Agora quando essas pessoas têm esquemas e cenários montados e até choram (e tu pensas "epah, tanta lágrima! A moça deve mesmo estar mal, vamos lá dar apoio"), isso para mim já é doença! É um potencial sociopata, só pode! E infelizmente, isto já me aconteceu, acreditar em falsos desesperos e lixar-me.

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Cem por cento de acordo.
Nada mais tenho a dizer.
 

domingo, 4 de dezembro de 2011

Árvore de natal sob escolta

 
Quarta-feira, 30 de novembro.
Berna, Suíça.
Um helicóptero transporta para a Praça Federal uma árvore de natal sob escolta atenta.


Photo: Pascal Lauener / Reuters
   
 

sábado, 3 de dezembro de 2011

Postal de Natal

 
Na passada quarta-feira - 30 de novembro - era este o panorama em Haslett, Michigan.
Magnífico quadro que Rod Sanford registou.



Photo: Rod Sanford / Associated Press
 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Base Aérea nº 11

 
Não sei de quem foi a ideia de criar um aeroporto em Beja. Também pouco ou nada interessa. O mal já está feito. Criou-se nas instalações da Base Aérea nº 11 (BA11) de Beja um (mais um!) elefante branco que os camelos (que somos todos nós...) vão pagar. Estive lá ontem à tarde, está bonito sim senhor, mas deserto.
Confesso a minha ignorância: não faço a mais pálida ideia para o que é que aquilo serve.
Adiante...
«A BA11 foi criada em 1964 pela Portaria nº 20856 de 21 de Outubro, data que passou a ser considerada como o "Dia da Unidade". A Base ocupa uma área de cerca de 800 hectares e foi construída com a finalidade de corresponder aos acordos bilaterais entre Portugal e República Federal da Alemanha, no sentido de proporcionar facilidades de treino operacional à Força Aérea Alemã.». Informação da página do Estado Maior da Força Aérea Portuguesa.
Em 1993 os alemães partiram.
Agora perspetiva-se a chegada à BA11 dos sul-coreanos.
Que seja bem-vindo quem vier por bem.
Do jornal Notícias de Beja de ontem retiramos esta notícia:

Coreia do Sul quer treinar aviões de combate em Beja

T-50 Golden Eagle
O Ministério da Defesa Nacional está a negociar com o Governo da Coreia do Sul a instalação de uma escola de formação avançada de pilotos para aviões de combate, na Base Aérea de Beja. O plano, que inclui a transferência para aquela zona de 25 caças T50 Golden Eagle, é visto “com apreço” pelo ministro José Pedro Aguiar-Branco, segundo um despacho por si assinado a 31 de Outubro passado, no qual pedia ainda a “colaboração de todas as entidades envolvidas” para a visita de uma delegação sul-coreana que deverá realizar-se ainda este mês.As contrapartidas para Portugal seriam, logo à partida, a possibilidade de realizar treino avançado dos seus pilotos para aeronaves de combate, sem custos adicionais, e sem ter de investir numa nova frota, tendo em conta que os T50 são da família dos caças portugueses F-16, da “família” Lockeed Martin.
Por outro lado, a instalação da escola sul-coreana implica também a necessidade de alojamento, logística e alimentação, não só para os previstos pilotos sul-coreanos e suas famílias mas também para os 20 militares destacados em funções de chefia e aproximadamente 150 técnicos de manutenção que teriam um impacto significativo na economia local. No total, considera o Governo sul-coreano, serão necessários alojamentos para 300 famílias, tendo sido até equacionada a necessidade de uma escola secundária internacional em Beja.
  

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O post do mês de NOVEMBRO

 
Este mês escolhemos um post de um blogue escrito a partir de Munique, Alemanha. É um blogue com um nome arrepiante mas que simultaneamente desperta curiosidade: Ninguém sai daqui vivo. É, sem dúvida, um bom nome para blogue, parabéns à sua autora.
Quanto ao post que elegemos – O louco do autocarro I – é uma chamada de atenção para nós mulheres (não para mim em concreto, já estou velha de mais para isso...) que ao nos despirmos em público como forma de protesto, chamamos a atenção dos outros não por aquilo que dizemos, mas tão só por aquilo que mostramos.


Photo: Sebastien Bozon / AFP


A propósito da notícia de hoje "grupo de feministas fecha rua de prostituição" (na Suíça).
Já era tempo de as mulheres perceberem que é estúpido "protestar" tirando a roupa.
Se chama a atenção?
Sim.
No entanto chama a atenção para o facto de estarem de mamas ao léu, e não para o que quer que estejam a tentar fazer. Não lhes passará pela cabeça que haja quem continue a fazer seja o que for (usar peles de animais, prostituição,...) que as levou a tirar a roupa, só para que continue a haver protestos destes?
E, já agora, que "feminismo" é este que, para combater a objectificação da mulher, a objectifica?
Se não conseguires identificar o louco no autocarro é porque o louco és tu. Serei eu a louca?

Publicado por Snowgaze em 11/11/2011
 

Salvada em Festa

 
É já no próximo sábado que se inicia a festa anual da nossa vizinha Salvada.
Tem o seu ponto alto no dia 08 de dezembro, dia da sua padroeira, Nossa Senhora da Conceição.
Porque não temos cartaz da festa - na internet não encontrámos - recorremos ao programa/resumo publicado no blogue salvadense Barranco da Figueira:

FESTAS EM HONRA DE N. SRA. DA CONCEIÇÃO - SALVADA 2011


Photo: Barranco da Figueira

PROGRAMA

Sábado - 3 de Dezembro
22:00H- Baile com Ruben Baião

Domingo - 4 de Dezembro
15:00H- Apanha do leitão e malhas (Casa do Povo)

Segunda - 5 de Dezembro

21:00H- Terço em honra de Nª Srª da Conceição

Terça - 6 de Dezembro
21:00H- Terço em honra de Nª Srª da Conceição
22:00H- Noite de tunas

Quarta - 7 de Dezembro
20:00H- Procissão de velas em honra de Nª Srª da Conceição
22:00H- Baile com a banda "Sem Limite"

Quinta - 8 de Dezembro
08:00H- Alvorada com salva de morteiros
15:00H- Procissão em honra de Nª Srª da Conceição, acompanhada pela banda filarmónica "Os Amarelos de Moura"
22:00H- Actuação de "BANDALUSA"
00:00H- Grandioso Fogo de Artificio




domingo, 27 de novembro de 2011

Outono em Berlim

 
Poesia em prosa. Gostava de saber escrever assim. É assim que ela escreve. Ela, chama-se Helena e escreve em dois dedos de conversa.
Nem sempre concordo com o que ela escreve. E ainda bem, para mim e para ela.
Hoje escreveu assim:

Photo: Helena Araújo



Cheguei ao Ku'damm de manhã cedinho, e talvez fosse do sol ainda baixo, talvez fosse do ar limpo: tive a certeza que a cor dos plátanos estava outra. Como se o Outono lhes tivesse chegado durante a noite, repentinamente.
Um pouco mais tarde fiz esta fotografia com o telemóvel. Pouco mostra. Nada diz da alegria daquele momento, e muito menos do alvoroço que toma conta de mim quando vejo a avenida naquela festa de cores, as folhas enormes caídas nos larguíssimos passeios, os troncos dos plátanos antigos experimentando vestir-se de rosa e prata.

Enviado por: Helena às 09:13

Adorei!
 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A Greve Geral

 
Uma greve geral deveria, como a palavra indica, ser para todos.
Quando digo todos refiro-me, obviamente, àqueles que querem fazer greve.
Mas não é assim, infelizmente.
Alguns há que farão greve porque a isso serão obrigados, nomeadamente por escassez de transporte para o seu local de trabalho. Entrarão no número de grevistas, mas são, digamos assim, grevistas à força.
Outros há que gostariam de fazer greve mas estão proibidos de fazê-la. Proibidos sem aspas.
Não me estou a referir aos trabalhadores de serviços mínimos, estou-me a referir, como o leitor bem sabe, aos milhares de contratados e precários que existem cada vez mais no nosso país. Se faltarem no dia 24, mesmo que seja com pedido de desconto do dia nas férias, na sexta-feira ou o mais tardar no final do mês, têm a sentença lida: Rua!
Serão trabalhadores à força... Do medo!
A greve, apesar de geral, é infelizmente apenas para alguns. Ou seja, é para quem pode.
A greve não está nem nunca esteve ao alcance de todos.
Não é um direito de todos.
E todos sabemos isso.
Mas preferimos olhar para o lado e assobiar.
Devíamos ter vergonha de nós próprios.

 

sábado, 19 de novembro de 2011

Ela e os números

 
Este é um tipo de diálogo que já aconteceu a muito boa gente.
Há pessoas que, partindo de pressupostos errados, constroem teorias fabulosas. Mas quando são chamadas à razão... Irritam-se!
Com muito humor, como é seu hábito, bagaço amarelo dá-nos um magnífico exemplo sobre uma teoria fabulosa: 11-11-11.
Com a devida vénia, ei-la:


conversa 1847

Ela - Gosto de dias místicos como o de hoje.
Eu - Hoje é um dia místico?
Ela - É dia onze do mês onze do ano onze. É uma data só com onzes...
Eu - O ano não é onze, é dois mil e onze. É um bocadinho forçado dizer que a data só tem onzes.
Ela - Tens a mania de tirar a piada a tudo, não tens?
Eu - Tirar a piada?! Só te estava a informar que estás dois mil anos atrasada na contagem do tempo. Às vezes pode ser-te útil...
Ela - Pronto, já me estragaste a manhã.
Eu - Pelo menos foi só a manhã, não foi o dia todo. É que sendo um dia místico, era chato estragá-lo todo...
Ela - Opá! Saí de casa tão bem disposta, com uma sensação tão boa. Sabia que não devia ter vindo tomar café contigo.
Eu - Se sabias é porque realmente há qualquer coisa de místico no dia. Adivinhaste e tudo...
Ela - Cala-te um bocado, senão entorno-te o meu copo de água em cima.
Eu - Que agressividade latente! Mas o que é que eu fiz?
Ela - Tiraste a piada toda a tudo. Eu andei a ler sobre numerologia por causa disto e podíamos ter tido uma conversa interessante sobre o tema. Mas não, tu nunca deixas...
Eu - Mas se nem sabias em que ano estamos, ainda querias falar sobre numerologia?!
Ela - Socorro! Gosto muito de ti mas às vezes cansas-me.


Publicada por bagaço amarelo em 11-11-2011
 

Desocupando

 

Polícia limpando as ruas de Los Angeles em 17/11/2011.

Photo: David McNew / Reuters

 

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Diz-se...


Photo: Diário de Notícias

Diz o jornal Sol que o juiz Carlos Alexandre mandou prender Duarte Lima por receio de fuga.

Diz o jornal Correio da Manhã que houve fuga de informação e Duarte Lima foi antecipadamente avisado que ia ser preso para poder destruir provas que o poderiam incriminar.

Diz-se também que Duarte Lima foi antecipadamente avisado com intenção de precipitar a sua fuga para um país estrangeiro para então aí ser preso e extraditado para o Brasil.

Diz-se... Diz-se tanta coisa que alguma há de ser verdade.
 
  

domingo, 13 de novembro de 2011

Twitter?

 
Retirado daqui
 

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Cuidado Michelle!

  
Photo com legenda retirada daqui

 

domingo, 6 de novembro de 2011

Novembro e a morte

 
Inicia o mês de novembro com a celebração de Todos os Santos. É no dia 1 que os cristãos evocam todos os Santos.
Já o dia 2 a Igreja consagra-o à memória dos fiéis defuntos.
Sobre este tema transcrevemos parte do texto, de autoria do Sr. Diácono José da Rosa Costa, publicado no boletim paroquial de Quintos «O Sino» do mês corrente:

O Dia de Fiéis Defuntos (Dia de Finados) não é um dia de luto e tristeza. É dia de mais íntima comunhão com aqueles que "não perdemos, porque simplesmente partiram à nossa frente" é dia de esperança, porque sabemos que os nossos irmãos ressurgirão em Cristo para uma vida nova.
No dia 2 de novembro – a que o povo chama Dia de Finados – lembramos efusivamente aqueles que, chamados por Deus, partiram à nossa frente e já transpuseram os umbrais da Eternidade.
Ao recordar os nossos entes queridos vem-nos à memória a morte. Contudo, é tentando perceber a vida que o homem conclui que a morte revela a fugacidade do tempo e deixa uma ferida profunda no coração de quem ama e uma revolta naqueles que, não tendo fé, julgam que a morte é o fim último do homem.
A morte é, e sempre será, um mistério para nós e uma fase da vida por que ninguém gostaria de passar mas que, inevitavelmente, irá acontecer. A morte é a causa da salvação universal. Tememo-la porque somos humanos e, não a desejando, um dia confrontar-nos-emos com essa realidade. Contudo, é a morte que nos lança na luz da Eternidade, por isso nas orações de defuntos rezamos “dai-lhes Senhor o eterno descanso nos esplendores da luz perpétua” o que, de certa forma, vem contrariar a nossa afirmação de medo.
Não há dúvida que nos custa enfrentar a morte, mas quando nos encontrarmos nessa luz da Eternidade perceberemos que o tempo não passa, que não existira o antes e o depois, mas sim o eternamente presente, a alegria infinita na Glória de Deus, que nos criou para a Vida e nunca para a morte.
A morte é a força divinizante que nos projeta do finito para o Infinito, e o Infinito é Deus!
Apesar da dor e da tristeza, das lágrimas e da saudade que provoca, a morte desenvolve o seu objetivo ao serviço da Vida. Com a nossa morte Deus põe fim ao turbilhão de sofrimentos e misérias que passamos para nos restituir a Vida nova e eterna que reserva a cada um de nós.
À luz da Ressurreição de Cristo temos a garantia da nossa ressurreição: «é morrendo que se nasce para a Vida Eterna».
Encaremos a inevitabilidade da morte como um facto natural e, mais do que ter medo, preparemo-nos para esse grande dia em que vamos fazer a nossa páscoa eterna para o encontro definitivo com o Senhor da Vida!

Diácono José da Rosa Costa in «O Sino» novembro 2011
 

sábado, 5 de novembro de 2011

Jihad

  

Crianças à conversa com militar da Jihad Islâmica em Beit Lahia, Faixa de Gaza. 04/11/2011.

Photo: Mohamed Abed, AFP / Getty Images

Meca, cidade luz

  

Peregrino reza junto à gruta de Hira, em Meca, Arábia Saudita. 02/11/2011

Photo: Hassan Ammar / Associated Press

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O post do mês de OUTUBRO

 
Nostálgicos. Deprimidos. Tristes.
Eis alguns adjetivos com que é comum qualificar as pessoas que gostam de dias de chuva.
Adoro dias de chuva, mas nenhum destes adjetivos se aplica à minha personalidade. Nem à personalidade da maioria das pessoas que gostam de dias de chuva.
Como adoro dias de chuva escolhi, por solidariedade, este post da Martine para post do mês de outubro.

Rainy days

Dão 12º para amanhã. E chuva, obviously. Não me incomoda. Gosto de dias de chuva. São mais bonitos. Bem sei que os dias de sol são mais luminosos, mas a mim comove-me mais a beleza da meia-luz de dias como estes.
Gosto de ouvir a chuva a cair. De usar as minhas galochas e botas preferidas. De me ir sentar num café mais vazio, ao fim do dia, com um chá muito quente e um bom livro comigo.

Publicada por Martine em Quarta-feira, Outubro 26, 2011
 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

São Sisenando, diácono e mártir (828-851)

 


 “Memoriale Sanctorum”, fac similie sobre S. Sisenando retirado da obra de
Santo Eulogio de Córdoba, livro II, capítulo V. Biblioteca virtual de Cervantes
 
Nasceu em Beja, numa casa perto da Igreja do Salvador.
Estudou e foi ordenado Diácono em Córdoba, Espanha onde iniciou de imediato o seu ministério proclamando a fé em Deus e a total fidelidade a Jesus Cristo e à Igreja. Perseguido por forças hostis à Fé Católica foi preso e condenado à morte, por degolação, e o seu corpo atirado ao rio Guadalquivir, que as águas devolveram a uma das suas margens, tendo sido então sepultado na igreja matriz de Córdoba.
 Só a 13 de fevereiro de 1598 o Papa Clemente VIII confirmou, por bula, o culto a este santo mártir bejense.
A 25 de junho de 1600, foi trazida para a cidade de Beja uma relíquia (osso do rádio), de S. Sisenando que se venera na Igreja Catedral, onde está a sua imagem exposta ao culto em altar que lhe foi dedicado.
Em reunião magna dos representantes das forças vivas da cidade (povo, clero e nobreza) no dia 24 de outubro de 1651, S. Sisenando foi proclamado patrono de Beja, tendo esta proclamação sido sancionada por decreto do Papa Inocêncio X.
Este dia é anualmente solenizado na Sé com Missa de Pontifical e é, por instituição do Reverendíssimo bispo D. Manuel Falcão, o Dia do Diácono Permanente.

in 'O Sino' boletim paroquial de Quintos. Edição de outubro de 2011
 

domingo, 23 de outubro de 2011

Dia do Diácono

 

São Lourenço, diácono e mártir. São Lourenço é o padroeiro dos diáconos
celebrado a 10 de agosto, dia da sua morte.

Amanhã, 24 de outubro, celebra-se o Dia do Diácono.
Soubemo-lo através do boletim paroquial de Quintos “O Sino” deste mês.
“O Sino” é dirigido pelo diácono José Rosa Costa, natural e residente em Quintos. A ele se deve a atividade religiosa que ainda existe em Quintos.
Para todos os diáconos, mas em especial para o diácono Rosa Costa, o nosso Bem-haja!
Da segunda página do boletim paroquial de Quintos “O Sino”, com a devida vénia, transcrevemos:

Dia do Diácono

No dia 24 celebra-se o Dia do Diácono Diocesano.
Este dia foi instituído pelo Senhor D. Manuel Falcão, bispo emérito de Beja, que admitiu o diaconato permanente na diocese ordenando os primeiros, e até agora únicos, quatro diáconos diocesanos.
Nesta data é também celebrado S. Sisenando, diácono mártir, natural de Beja.
Deixamos um apelo aos nossos leitores para que rezem pelos seus diáconos e pelas vocações diaconais.

in 'O Sino', boletim paroquial de Quintos outubro de 2011


sábado, 22 de outubro de 2011

Atenas 2

  
Atenas, outubro 20
 Photo: Petros Giannakouris / Associated Press
 

Atenas 1

 

Atenas, outubro 19

Photo: Angelos Tzortzinis / Agence France-Presse / Getty Images

  
 

domingo, 16 de outubro de 2011

Quando a cevada lhes pica na barriga

 
Vivemos em crise.
Vivemos mal, ou melhor, poderíamos viver melhor, passe a redundância.
Todavia temos uma dificuldade tremenda em olhar para trás.
Nunca, repito NUNCA se viveu tão bem como agora. E não me estou a referir apenas a Portugal.
Recordo-me perfeitamente quando terminei a minha licenciatura – há meio século – era-mos apenas 4 (quatro) as finalistas da minha faculdade. As mulheres, por norma, não estudavam e os rapazes que ingressavam no ensino superior não era por serem os melhores alunos, eram apenas e só os de melhor família.
Dispenso-me a traçar um quadro da altura referente às outras áreas: alimentação, saúde, trabalho, etc.
Hoje há quem viva abaixo do limiar da pobreza. Sem dúvida.
Photo: John Minchillo / Associated Press
Hoje há quem passe fome. Sem dúvida.
Mas a esmagadora maioria dos mais necessitados têm vergonha de dizer que nada têm.
Têm vergonha de dizer que têm fome.
Mas afinal quem se revolta?
Quem tem muito e não quer repartir.
Não, não me estou a referir aos poderosos. Esses sempre quiseram, mais, mais, mais. Mas nunca se disseram de esquerda.
Estou-me a referir à classe média, média-alta que foram os meninos queridos do Estado nas últimas décadas.
Ontem vi e ouvi na RTP1 um casal de jovens muito preocupados com futuro porque o Estado lhes vai roubar um subsídio a que corresponde mais de quatro mil euros. Será que estes betinhos sabem que há casais que têm dificuldade em ganhar quatro mil euros por ano em Portugal?! Obviamente que não sabem. Aliás até nem acreditam … Eles até pensam que não há ordenados em atraso, casais – sim, os dois! – no desemprego.
Quando a cevada lhes pica na barriga, indignam-se.
Vá-se lá saber porquê …
 

sábado, 15 de outubro de 2011

Em forma

  
Koji Yamamuro na argolas. Campeonato mundial de ginástica artística, Tóquio, 12/10/2011.

Photo: Kim Kyung-Hoon / Reuters

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Hotter than july

  
Bombeiros em Tondela, sexta-feira 7/10
Photo: Nuno André Ferreira / EPA
 

domingo, 9 de outubro de 2011

Dia Mundial das Missões

 
De 'O Sino', boletim paroquial de Quintos, deste mês de outubro, transcrevemos este artigo da sua primeira página:

Dia Mundial das Missões - D.M.M.

O penúltimo domingo, dia 23, é dedicado às Missões. Celebrar este dia é relembrar aos cristãos que a Igreja tem por missão evangelizar todos os povos em cumprimento do mandato do seu fundador, Jesus Cristo: «ide, ensinai todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo» (Mat 28,19).
Esta missão é devida ao cristão dentro do carisma que lhe é específico e em comunhão com o seu bispo. À maneira de S. Paulo, ciente da responsabilidade da missão, que cada um de nós possa também dizer «ai de mim se não evangelizar».
Neste dia somos também convidados não só à oração mas também à partilha material para ajudar os nosso missionários além fronteiras a cumprir a sua missão evangelizadora e caritativa.
Da mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões, destacamos:
«A missão universal empenha todos, tudo e sempre (…) O Evangelho não é um bem exclusivo de quem recebeu, mas constitui uma dádiva a compartilhar, uma boa notícia a comunicar. (…) Ela, a missão universal, envolve também todas as atividades da Igreja. (…) O próprio Dia Mundial Missionário não constitui um momento isolado no curso do ano, mas é uma ocasião preciosa para nos determos e meditarmos se e como respondemos à vocação missionária; uma resposta essencial para a vida da Igreja (…) o Dia Mundial Missionário (que) através das Obras Missionárias Pontifícias, solicita a ajuda para o cumprimento das tarefas de evangelização nos territórios da missão (…) Trata-se de apoiar instituições necessárias para estabelecer e consolidar a Igreja (…) e também oferecer a própria contribuição para o melhoramento das condições de vida das pessoas em países onde são mais graves os fenómenos de pobreza, subalimentação sobretudo infantil, enfermidades, carência de serviços médicos e para instrução (…) O Dia Mundial Missionário reavive em cada um o desejo e a alegria de “ir” ao encontro da humanidade levando Cristo a todos.»
(Bento XVI)
(Nota: O ano passado a nossa diocese enviou 7.143,13 € para as Missões, produto dos ofertórios paroquiais no D.M.M.)

in 'O Sino', boletim paroquial de Quintos outubro de 2011
 

Okupas em NY

 

Zuccotti Park em Nova Iorque, quinta-feira 6/10

Photo: Deng Jian / Zuma Press
 

sábado, 8 de outubro de 2011

Acordo ortográfico

  
Sem acordo, mas com o meu pedido de desculpas, retirei-o daqui: Humorgrafe.

 

domingo, 2 de outubro de 2011

Pai Nosso

 
Quando oramos devemos meditar no que dizemos.
Se assim não for, são vãs as nossas preces.
A pensar nesse erro, infelizmente comum, publica o jornal da diocese de Beja 'Notícias de Beja' na sua edição de 29 de setembro o seguinte texto:

Pai nosso

Não digas: “Pai”, se cada dia não te portas como filho...
Não digas: “Nosso”, se vives isolado no teu egoísmo.
Não digas: “que estais no céu”, se só pensas em coisas terrenas.
Não digas: “Santificado seja o Vosso Nome”, se não o honras.
Não digas: “Venha a nós o Vosso Reino”, se o confundes com o êxito material.
Não digas: “Seja feita a Vossa Vontade”, se não a aceitas quando é dolorosa.
Não digas: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”, se não te preocupas com a gente que passa fome.
Não digas: “Perdoai as nossas ofensas”, se guardas rancor ao teu irmão...
Não digas: “Não nos deixeis cair em tentação”, se queres continuar a pecar.
Não digas: “Livai-nos do mal”, se não tomas partido contra o mal.
Não digas: “Amen”, se não levaste a sério as palavras desta oração.
 

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O post do mês de SETEMBRO

  
Elegemos o post obsolescência programada como o melhor do mês de setembro. A sua autora, Helena Araújo de seu nome, escreve brilhantemente. Não duvido que outros post de sua autoria venham a ser futuramente eleitos.
O post em causa elegemo-lo não pelo brilhantismo da prosa mas pelo tema que trata.
É sobre um filme longo (mais de 52 minutos! Mas que eu vi na íntegra) sobre o porquê das coisas serem cada vez menos duradouras.
Dá que pensar.
Se tiver tempo veja-o, vai ver que não dará o seu tempo por perdido.


Obsolescência Programada

O filme tem mais de cinquenta minutos, pelo que vou resumir, que bem sei que a vossa vida não é só isto.
Em suma: para que a economia cresça, é preciso produzir cada vez mais. Produzir cada vez mais pressupõe que haja procura para essas quantidades. Uma maneira de provocar procura é fazer com que os produtos durem cada vez menos. Lâmpadas, meias de nylon, i-pods, impressoras, etc. - são exemplos de produtos concebidos de modo a ter - propositadamente! - um tempo de vida bastante curto.
Termina, como não podia deixar de ser, com a teoria do decrescimento, e uma citação de Gandhi: "no nosso mundo há recursos suficientes para suprir as necessidades de todos, mas não a cobiça de alguns".
Uma passagem do filme é particularmente interessante: no bloco comunista não havia recursos para desperdiçar, pelo que um princípio essencial da produção era conceber produtos tão resistentes e duráveis quanto possível. Na RDA havia uma fábrica de lâmpadas eléctricas que, ao contrário das ocidentais, eram feitas para durar muito. Quando apresentaram esse produto na Feira de Hannover, convencidos que arranjariam imensos clientes no Ocidente, os outros riram-se: "vocês querem perder o vosso emprego?" - e eles responderam: "não; queremos poupar as matérias-primas para termos este emprego durante muitos anos."
Após a reunificação alemã a fábrica foi fechada. Este é mais um dos exemplos - que eu desconhecia, até hoje - do que correu mal entre as duas Alemanhas, por a RFA ter simplesmente imposto a sua lógica à RDA. O mundo teria lucrado se tivesse havido uma melhor articulação das duas lógicas, e mais abertura aos elementos positivos que a RDA trazia. E a Alemanha reunificada perdeu uma bela oportunidade de ser pioneira no mercado mundial dos produtos que o mercado futuro exigirá cada vez mais - em tempo de preocupações de sustentabilidade, de cada vez maior escassez de materiais de produção e de elevados custos de transporte.

Publicado por Helena in 2 Dedos de Conversa em 14 setembro de 2011
 

domingo, 25 de setembro de 2011

A solução para a crise!

 
No passado domingo, 18, publica o diário espanhol El Pais na sua secção de economia, um artigo assinado pela sua correspondente em Bruxelas, Claudi Perez, que nos deixa perplexos.
E o caso não é para menos...
Eis um pequeno excerto:


Photo: vinnievaz.co.uk
Bruxelas é um lugar estranho.
Capital de um continente cujas instituições são incapazes de lidar com a crise, mas acima de tudo, capital de um país sem governo, o bulício das ruas convida-o a dar uma olhadela às suas estatísticas:
- A Bélgica vai crescer a uma taxa próxima dos 2% este ano;
- No segundo trimestre deste ano cresceu mais que a Alemanha e até que toda a zona euro em conjunto.
O segredo?
Um dos motivos mais chocantes é que a Bélgica não tem governo há cerca de 500 dias (recorde mundial) e, portanto, não pode aprovar planos de corte, diz, entre outros, Philippe Ledent, economista do ING.


Leia aqui todo o artigo.
 

sábado, 24 de setembro de 2011

A bolsa cativa novos investidores

  

Photo: Paul White / Associated Press

Numa operação de charme (digo eu...) a BME (Bolsas y Mercados Españoles) abriu, na passada quinta-feira, as suas portas a novos potenciais investidores.
Curiosamente no dia em que a bolsa madrilena e restantes praças europeias tiveram uma derrapagem monumental.
 

Ciclismo a 4 mãos?!

 
Magnífico 'boneco' tirado por Jonathan Nackstrand ontem em Rudersdal, norte de Copenhaga, Dinamarca no final da prova Road World Championships na categoria sub 23.
Venceu o francês Arnaud Demare (na imagem) seguido do seu compatriota Adrien Petit.
 

Photo: Jonathan Nackstrand / AFP / Getty Images


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Revista Blogosfera

  
No passado dia 5 de setembro saiu o primeiro número da Revista Blogosfera.
É uma revista escrita em português, por brasileiros, destinada a quem tem um blogue ou nesta matéria quer dar os primeiros passos.
E é grátis!
Já a li.
Não é nenhuma bíblia blogosférica, mas recomendo.
, descarregue-a e leia-a.

   

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Reciclagem

  
Haryana, India na passada quarta-feira.
Photo: Ajay Verma / Reuters

domingo, 18 de setembro de 2011

Questão de Honra

 
«Eu abaixo-assinado afirmo solenemente, pela minha honra, que cumprirei com lealdade as funções que me são confiadas...»
Não peço, nem sugiro, que os políticos portugueses adotem o ritual samurai seppuku, mais conhecido por harakiri, quando (quase sempre) não cumprem a palavra dada.
Mas julgo que não seria má ideia retirar da declaração de tomada de posse as palavras 'honra' e 'lealdade'.
São palavras que custam a todos nós ver banalizadas e por vezes ridicularizadas.
  

Brincar às escondidas

 
Não, não vou falar da Madeira, nem do dr. Alberto João.
Quero apenas recordar-vos este texto.

"Se nós temos um Orçamento e não o cumprimos, se dissemos que a despesa devia ser de 100 e ela foi de 300, aqueles que são responsáveis pelo resvalar da despesa também têm de ser civil e criminalmente responsáveis pelos seus atos e pelas suas ações.

Foto: Gregório Cunha
 Não podemos permitir que todos aqueles que estão nas empresas privadas ou que estão no Estado fixem objetivos e não os cumpram. Sempre que se falham os objetivos, sempre que a execução do Orçamento derrapa, sempre que arranjamos buracos financeiros onde devíamos estar a criar excedentes de poupança, aquilo que se passa é que há mais pessoas que vão para o desemprego e a economia afunda-se.
Não se pode permitir que os responsáveis pelos maus resultados andem sempre de espinha direita, como se não fosse nada com eles.
Quem impõe tantos sacrifícios às pessoas e não cumpre, merece ou não merece ser responsabilizado civil e criminalmente pelos seus atos?
Precisamos, enquanto país, que os nossos credores acreditem que aquilo que prometemos fazer, ao contrário do que aconteceu no passado, vai mesmo ser cumprido."

Pedro Passos Coelho num jantar com militantes social-democratas em Viana do Castelo. 05/11/2010.

domingo, 11 de setembro de 2011

Nine Eleven Memorial

  

Robert Peraza, junto à placa com o nome de seu filho no 9/11 Memorial. Nova Iorque, 11-09-2011

Photo: Justin Lane / Press Pool
  

Parábola do perdão

 
Com a devida vénia transcrevemos esta parábola da página das Paróquias de Barcelos.

O Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe:
"Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?"
Jesus respondeu:
"Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Na verdade, o reino de Deus pode comparar-se a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. Logo de começo, apresentaram-lhe um homem que devia dez mil talentos.
Não tendo com que pagar, o senhor mandou que fosse vendido, com a mulher, os filhos e tudo quanto possuía, para assim pagar a dívida.
Então o servo prostrou-se a seus pés, dizendo:
'Senhor, concede-me um prazo e tudo te pagarei'.
Cheio de compaixão, o senhor daquele servo deu-lhe a liberdade e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários.
Segurando-o, começou a apertar-lhe o pescoço, dizendo:
'Paga o que me deves'.
Então o companheiro caiu a seus pés e suplicou-lhe, dizendo:
'Concede-me um prazo e pagar-te-ei'.
Ele, porém, não consentiu e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto devia.
Testemunhas desta cena, os seus companheiros ficaram muito tristes e foram contar ao senhor tudo o que havia sucedido.
Então, o senhor mandou-o chamar e disse:
'Servo mau, perdoei-te, porque me pediste. Não devias, também tu, compadecer-te do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?'
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia.
Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão de todo o coração".
 

domingo, 4 de setembro de 2011

Onde está DEUS?!

 
Após umas merecidas férias voltou às bancas, ou seja às nossas casas, O SINO - boletim paroquial de Quintos.
Traz na primeira página deste mês de setembro este magnífico artigo, que passo a transcrever:

Onde Está Deus?!

Deus está em toda a parte. Mas, «se está em toda a parte, porque não O vemos?».
Telescópios, microscópios, radares, sensores e outros instrumentos aumentam para níveis extraordinários a capacidade dos cinco sentidos com que o homem apreende o mundo e desvenda muito do que para nós era dado como inexistente.
A sensibilidade natural encontra-se apoiada por tecnologia que nos permite ultrapassar em muito as capacidades naturais. Contudo, Deus permanece invisível. Mas para o crente, a certeza da existência de Deus, na sua intimidade, é uma das mais certas a que o homem pode aceder.
Como é possível ter esta certeza de Deus, sem O vermos com os nossos olhos?
Também não vemos os pensamentos e emoções uns dos outros. Quanto muito, vemos a sua tradução em ações ou expressões de comunicação. No entanto, «sabemos» que os pensamentos e as emoções existem pelo simples facto de também existirem em nós. Podemos localizá-los, como tendo origem no nosso cérebro, que a ciência designa como centro de tais pensamentos e emoções.
Mas, onde podemos localizar Deus para aí, de algum modo, assentarmos a nossa certeza da Sua existência?
Ao formular esta interrogação como crentes, cientes do seu significado, estamos à procura de algo que, de facto, não está no nosso mundo. Deus não está ao alcance dos nossos sentidos para que O possam visualizar. Ele transcende-nos. Só podemos visualizar ou descrever com clareza aquilo que adquire uma forma concreta no nosso mundo e se torna objeto dos nossos sentidos. Ora Deus não é um objeto do mundo, nem sequer um objeto abstrato do nosso pensamento. Deus é, sabemo-lo, a verdadeira origem e fundamento de nós próprios e de tudo quanto existe. Sempre que O tornamos um objeto diante de nós, estamos a pintar o nosso desenho d'Ele e a falseá-lo. Sem sentidos próprios para vermos Deus, Ele é e será sempre invisível. Pretender vê-l'O, exige que aprendamos a ver o invisível. Contudo, Deus tomou a iniciativa e aproximou-se do homem, entrando na sua história. Nós, cristãos, temos uma longa tradição que aponta para o encontro do homem com Deus. A Bíblia narra a caminhada de um povo que, em sucessivas gerações, procura viver sustentado pelo Deus invisível.
Mas, mais que um testemunho das páginas bíblicas, transparece a voz de Deus que indica o caminho em que a unidade do Criador com a criatura é possível. Para se aproximar de Deus o homem terá de tornar-se muito mais humano, trocando o coração de pedra por um coração de carne.
Mais do que saber onde está Deus, importa o nosso encontro com Ele, para não permanecermos no pecado da contemplação estática de Deus.
Chegados ao fim da nossa viagem, algures numa tangente entre o nosso espaço-tempo e a eternidade de Deus, perante o abraço de Cristo, poderemos exclamar, como Silesius: «Deus é em mim fogo e eu sou n'Ele o brilho».

Publicado in O SINO, boletim paroquial de Quintos, setembro de 2011